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Com jornada de seis horas, Losango vence prêmio de bem estar no trabalho

Bydaianelealcosta

jan 4, 2021
Funcionários na festa da campanha “Losangue-se”: cultura organizacional que preza pela descontração e pela horizontalidade
Imagem: Divulgação/Losango

01/12/2020 14h52

Resumo da notícia

  • Losango venceu o Prêmio Lugares Incríveis para Trabalhar 2020 na categoria “Mais Incrível em Bem Estar”
  • 78% dos funcionários aprovam programas de qualidade de vida; 75% afirma ter boa saúde, 48% dorme bem; e 57% diz que o trabalho não causa estresse
  • Empresa foca sua contratação em estagiários; cargos mais elevados são quase todos preenchidos segundo política de promoção interna
  • Horizontalidade na hierarquia e clima descontraído impactaram até o dress code: ternos foram abolidos há 20 anos
  • Além de jornada de seis horas, empresa também estimula funcionários a saírem mais cedo nas sextas-feiras, durante o verão
  • Programa LIG Viva Bem oferece suporte social, psicólogo, jurídico, nutricional, de educação física e gestação saudável a colaboradores e familiares

Para entender porque a Losango venceu o Prêmio Lugares Incríveis para Trabalhar 2020, na categoria “Mais Incrível em Bem Estar”, pode-se olhar as estatísticas. Segundo a pesquisa FIA Employee Experience, que serviu de metodologia para o prêmio, 78% dos funcionários estão satisfeitos com os programas de qualidade de vida que a empresa oferece. Cerca de 75% afirma ter boa saúde, 48% dorme bem a noite toda e 57% diz que o trabalho não lhe causa estresse. Pelo contrário: 13% afirma que ele ajuda a aliviar o estresse.

Mas os números, claro, não contam toda a história. “Tem uma coisa na Losango que é difícil de explicar, mas que é o jeito de as pessoas fazerem as coisas e acreditarem no que fazem”, tateia Janaina Souza, superintendente de gente e estratégia. Há 20 anos na empresa, desde seu primeiro estágio na área em 2000, a executiva tem uma trajetória que exemplifica como a organização ocupa um lugar estável e central na vida de seus colaboradores.

Imagem: Arte UOL.

“O sentimento que eu tenho é de ter construído minha história de vida na empresa. Entrei na faculdade morando com minha mãe ainda. Passei a ter minha renda, me formei, casei, fiz MBA com apoio da empresa, comprei um apartamento, um carro, tive filho. Toda a jornada de vida foi com a Losango do lado”, conta.

“Você pode ser você mesmo”

Janaina: “Quando eu era estagiária, interagia com o presidente, com os diretores” Imagem: Divulgação/Losango.

Sua história é similar a de muitos colegas. Há 50 anos no mercado, a empresa de crédito pessoal e crediário tem um histórico de estabilidade e consistência no plano de carreira. A Losango foca sua contratação em estagiários – os cargos mais elevados são quase todos preenchidos segundo uma política de promoção interna. Outro traço característico (que sobreviveu mesmo após a compra pelo HSBC em 2003 e a transferência para o Bradesco em 2016) é sua cultura organizacional, que preza pela descontração e pela horizontalidade.

“A gente não tem muitas amarras ou hierarquias. Quando eu era estagiária, interagia com o presidente, com os diretores”, relembra Janaina. “E você pode ser você mesmo. Não tem essa coisa de ser de um jeito com seu colega do lado, e de outro com o presidente.” “Tatuagem, piercing, aqui isso nunca foi problema”, continua Janaína.Os ternos foram abolidos há quase 20 anos, durante a crise energética de 2001. Desde 2018, o dress code é ainda mais casual nos verões – o que faz sentido, considerando que 300 dos 1000 funcionários trabalham na matriz, no Rio de Janeiro (os outros 700, da área comercial, estão espalhados pelas 60 filiais no Brasil).

E, se a vista para a Baía da Guanabara parecer muito tentadora, não tem problema: nessa época do ano, também acontecem as “short Fridays”: o funcionário tem liberdade para remanejar horários e começar o fim de semana mais cedo. “A gente incentiva as pessoas a reduzirem a jornada na sexta-feira para poderem sair e curtir o verão”, conta Janaína.

Jornada de seis horas e suporte completo

Espaço para meditação: uma das poucas salas fechadas do escritório
Imagem: Divulgação/Losango..

No resto do ano, a carga também é reduzida: a jornada de trabalho dura apenas seis horas, rigorosamente controladas. A matriz só começa a encher lá pelas 10h, 11h. O escritório é aberto, com baias corridas que não terão mais assentos definidos daqui para a frente. As únicas salas fechadas são a de inovação, a de lactação (onde as mães podem retirar leite), a de meditação e os “aquários” da diretoria – que deixarão de existir após a pandemia.

Janaína acredita que esse ambiente de trabalho (que conta ainda com área de descanso e cadeira de massagem) é um dos pilares no tripé de bem-estar da empresa. O outro é a transparência – daí a importância simbólica de derrubar as “paredes”. “A empresa se coloca aberta a ouvir e falar”, explica Janaína. “A gente conta como estão os resultados, qual o papel de cada um, quais são os desafios. Percebemos que isso fez uma diferença grande no engajamento”.

O último é o reconhecimento. “O colaborador sabe que sua contribuição existe. Seja no dia-a-dia, seja no momento de uma promoção, seja num evento de inovação, como um hackathon, em que você vai ver a sua ideia ser implementada”, explica.

Festa à fantasia: no dia-a-dia, ternos já estão abolidos há quase duas décadas
Imagem: Divulgação/Losango..

Mas isso também pode acontecer num âmbito estritamente pessoal: a Losango conta com um programa chamado LIG Viva Bem, que estende, por telefone, suporte social, psicólogo, jurídico, nutricional, de educação física, gestação saudável e apoio em situações críticas, a todos os colaboradores e seus familiares.

“É a segurança que a empresa te dá para viver sua vida sabendo que tem um apoio ali dentro. Você sabe que pode contar com a Losango, como o MBA que fiz, ou até em momentos difíceis. Quando eu perdi meu pai, recebi uma ligação do presidente, e meus colegas me apoiaram. Acho que a definição de bem estar vem daí”, conclui a executiva.

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