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Luz solar converte água do mar em potável em apenas meia hora

Bydaianelealcosta

fev 25, 2021

Há anos cientistas investem esforços no desenvolvimento de tecnologias capazes de transformar água do mar em água potável. A mais recente, que beneficiará, principalmente, comunidades remotas que sofrem com a escassez de recursos hídricos, usa a luz solar como fonte de energia. 

Mais surpreendente ainda é o tempo que o filtro desenvolvido por engenheiros químicos da Universidade Monash, em Melbourne, Austrália, leva para realizar o processo: apenas 30 minutos

Como funciona?

Batizado de PSP-MIL-53, o filtro é fabricado com compostos organometálicos (MOF), que nada mais são do que íons metálicos que atraem e retém os sais da água em uma superfície sólida. Então, o dispositivo é colocado sob a luz do sol para regenerar o sal, durante quatro minutos, podendo retornar à água para reter novamente as moléculas de sal. 

filtro usa luz solar para converter água do mar em água potável

A Organização Mundial de Saúde (OMS) diz que água potável de boa qualidade deve ter um sólido dissolvido total (TDS) de menos de 600 miligramas por litro (mg/L). O professor Huanting Wang e sua equipe atingiram um TDS de menos de 500 mg/L, gerando 139,5 litros de água limpa por quilo de MOF/dia – dentro do limite recomendado pela OMS, portanto, pronta para beber!

Vantagens da luz solar

Mais eficiente em termos energéticos e mais sustentável, defende o professor Wang, comparando a nova tecnologia com os processos de dessalinização atuais, já que a luz solar é a fonte de energia mais abundante e renovável do planeta. 

“Os processos de dessalinização térmica por evaporação consomem muita energia e outras tecnologias, como a osmose inversa, apresentam várias desvantagens, incluindo alto consumo de energia e uso de produtos químicos na limpeza de membranas”, explica.

O lado negativo é que o dispositivo não estará disponível para uso tão cedo quando a gente gostaria. “O material sintetizado em laboratório não é barato. O custo de sua produção deve diminuir muito quando for fabricado em larga escala. Esperamos que o material esteja amplamente disponível e acessível após mais pesquisa e desenvolvimento”, conclui o cientista.  

Por Jornal de Boas Notícias

25 fevereiro de 2021

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