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Vacina contra câncer no cérebro desenvolvida por pesquisadores alemães tem resultados promissores

Bydaianelealcosta

abr 13, 2021

Pesquisadores alemães estão desenvolvendo uma vacina que ajuda o sistema imunológico a lutar contra células cancerosas. De acordo com o artigo publicado na revista científica Nature, os resultados da primeira fase de testes foram promissores e não apresentaram efeitos colaterais nos pacientes.

O imunizante foi utilizado em pacientes com glioma difuso, um tipo de câncer que se espalha pelo cérebro e é extremamente difícil de ser removido em sua totalidade. Outros tipos de tratamento, como a quimioterapia ou a radioterapia também tem efeitos limitados.

A publicação também destaca que mais de 70% dos pacientes com esse tipo de câncer tem uma mutação de gene similar, tornando possível a produção de uma vacina que evite a proliferação do giloma difuso. Um erro específico no DNA causa a criação de uma enzima chamada neo-epitope, que posteriormente é reconhecida pelo sistema imunológico como corpo estranho.

Segundo o site Good News Network, pesquisadores iniciaram os testes anos atrás em ratos com uma mutação artificial da proteína IDH1, similar a encontrada nestes tipos de câncer. Após a aplicação do imunizante, as células cancerosas pararam de crescer, indicando uma eficácia preliminar da vacina.

Universität Mannheim
Estudos foram conduzidos por pesquisadores da Universidade de Mannheim, na Alemanha. Foto: reprodução/Linkedin Universität Mannheim

Testes em humanos apresenta alta taxa de sucesso

Após o resultado positivo nos testes com ratos, o Diretor Médico do Departamento de Neurologia da Universidade de Medicina de Mannheim, Chefe da Divisão de Pesquisa Alemã do Câncer e diretor do estudo, Michael Platten, ganhou o Prêmio Alemão do Câncer. O passo seguinte para ele e sua equipe foi iniciar o teste em 33 pacientes de diferentes centros de tratamento para câncer na Alemanha.

Destas 33 pessoas que participaram do estudo, 30 apresentaram respostas imunológica à vacina. Grande parte dos pacientes sofreram um “pseudo-progresso” com células imunizantes atacando o tumor.

Iniciado em 2018, os estudos apontam que 84% dos pacientes vacinados sobreviveram ao câncer, enquanto 63% do pacientes não sofreram sequer crescimento do tumor durante este período. Dentre os estudados que tiveram respostas específicas do sistema imunológico, 82% não apresentaram progressão da doença.

“Nós não podemos tirar qualquer conclusão precipitada sobre a eficácia da vacina deste estudo em fase inicial sem um grupo de controle. A segurança e o grau de imunização da vacina foram tão convincentes que vamos continuar perseguindo o conceito da vacinar em uma fase I avançada dos estudos”, explicou Platten.

Avanços na luta contra o câncer

Pesquisadores da Universidade de Tel Aviv, em Israel, realizaram uma nova descoberta sobre o globlastoma, um dos tipos mais agressivos e comuns de câncer. De acordo com os responsáveis pelo estudo, uma falha incomum no sistema imunológico pode ser a grande responsável pela disseminação das células cancerosas.

A falha aumenta a disseminação da proteína P-Selectina, causando o câncer no cérebro. A boa notícia é que estes pesquisadores conseguiram inibir a secreção desta proteína, restaurando a atividade normal do sistema imunológico.

Voltando às vacinas, equipes da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, conseguiram desenvolver uma vacina personalizada contra o câncer de pele melanoma. Apesar de não ter capacidade de ser replicado em grandes escalas, o imunizante continuou produzindo anticorpos naqueles que receberam suas doses.

Batizada de NeoVax, o imunizante atua junto ao corpo na criação de células T antitumorais, específicas para o tumor de cada paciente. Estas células T auxiliam o sistema imunológico a desenvolver imunidades de longo prazo contra doenças autoimunes e inflamatórias.

 

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