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Vaga-lumes com luzes sincronizadas surpreendem visitantes de parque nacional nos Estados Unidos

Bydaianelealcosta

maio 7, 2021
Diferente de outras espécies, esses vaga-lumes conseguem sincronizar as suas luzes e formam uma cena tão peculiar que parece mágica.

No estado do Tennessee, Estados Unidos, todas as primaveras são iluminadas pelos vaga-lumes. Mas eles possuem uma peculiaridade: conseguem sincronizar as suas luzes. Dessa forma, o resultado é um espetáculo de formas na floresta, que brilha em sintonia.

O palco do show é o Great Smoky Mountains National Park, parque nacional localizado na porção leste do país. Assim, o local recebe inúmeras visitas a cada temporada – entre os meses de maio e junho. São tantos visitantes que, para comprar um ingresso, a pessoa tem que entrar em um sorteio para garantir a vaga!

Em entrevista à National Geographic, o físico Orit Peleg, que estuda os vaga-lumes “sincronizados”, afirma que vê-los pela primeira vez é mágico. “Toda a floresta brilha em uníssono”, descreve.

Ano passado, por conta da pandemia de Covid-19, a temporada de visitas foi suspensa. O parque ainda não anunciou os planos para 2021.

Sincronia que encanta

Existem mais de duas mil espécies de vaga-lumes em todo o planeta, entretanto apenas uma dúzia delas consegue sincronizar as suas luzes. Isso faz o espetáculo das noites no Tennessee único.

Os vaga-lumes vivem de um a dois anos como larvas, mas passam somente 21 dias como adultos que brilham. Foto: Spencer Black.

A espécie presente no parque Great Smoky Mountains é a Photinus carolinus. De acordo com o entomologista Becky Nichols, que passou a analisar os vaga-lumes do local em 1997, não se sabe ao certo o motivo de eles sincronizarem as suas luzes. As hipóteses dos pesquisadores são que os machos e fêmeas usam esse sistema para se comunicar ou para dispersar predadores alados.

Ao contrário de outras espécies “sincronizadas”, os “Photinus carolinus” não brilham de maneira constante. Desse modo, emitem uma sequência rápida de quatro a oito piscadas, para depois apagarem. Tudo em sincronia, é claro.

“Parece uma onda que sobe as montanhas. É aí que parece realmente mágico”, explica Nichols à National Geographic.

Reportagem de Isabela Stanga, sob supervisão de Ana Flavia Silva.

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