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Bombeira do DF é a primeira mulher a ocupar o posto de Coronel da corporação

Bydaianelealcosta

maio 18, 2021
Aos 46 anos, Helen Ramalho é mãe de quatro filhos e militar há 28 anos. Uma das primeiras mulheres a entrar no Corpo de Bombeiros, em 1993, a Coronel agora garante mais uma vitória feminina.

Em cerimônia realizada na Residência Oficial de Águas Claras (DF), Helen Ramalho recebeu a nomeação de primeira Coronel do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal. Mãe e militar, teve o apoio da instituição para conciliar as duas atividades e hoje conta com inúmeras conquistas.

28 anos de história

A história de Helen nos Bombeiros começou cedo, quando ela tinha apenas 18 anos, e é marcada pelo pioneirismo. Isso porque, além de primeira Coronel do DF, a jovem participou da primeira turma que aceitou mulheres na instituição, em 1993.

Helen conta que enfrentou dificuldades nessa época. “Pelo fato de ser pioneira, tive que provar muita coisa. Não apenas eu, pois esta é uma conquista de todas as bombeiras, que vêm fazendo um trabalho muito grandioso e de reconhecimento”, expõe.

Mas nada pôde parar Helen. Desse modo, ela acumula conquistas em sua carreira. Antes da nomeação como Coronel, Helen comandava 800 militares, responsáveis pela vigilância do Aeroporto Internacional de Brasília e do Park Way. Hoje, ela supervisiona a central de operações integrada do Distrito Federal.

Durante sua carreira, a bombeira participou de diversas operações de resgate. Foto: Helen Ramalho/ Arquivo Pessoal

Além disso, Helen é formada em Engenharia de Segurança contra Incêndio e Pânico e participou de estudos inéditos no Brasil, em 2007, sobre os meios de combate de incêndios urbanos com espuma.

Mulher, militar e mãe

Mãe de uma filha de 12 anos, gêmeos de 11 e um menino de 9, a Coronel relata que, para ela, as funções se complementam. “É tudo junto e misturado. Não dá para desassociar, mas, lidar com carreira e maternidade exige um equilíbrio que a gente precisa buscar a todo momento”.

Ela complementa que seu objetivo é fazer com que todos se sintam bem, seja no trabalho ou em casa. “Quero que minha tropa se sinta amparada e cuidada como meus filhos se sentem. Não sei dizer onde começa uma e termina outra [mãe e militar]”, reconhece.

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