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Aprovado novo remédio para tratamento do Alzheimer

Bydaianelealcosta

jun 8, 2021

Uma notícia para ser celebrada, ainda que com cautela: acaba de ser aprovado nos Estados Unidos um novo remédio para o tratamento do Alzheimer. A droga foi desenvolvida para pacientes com deficiência cognitiva leve e tem o objetivo de retardar a progressão da doença.

Nos últimos 18 anos, nenhuma droga havia sido aprovada para tratamento do Alzheimer. Fabricado pelo laboratório Biogen, o novo remédio recebeu o nome de aducanumab, com nome comercial Aduhelm.

“Este medicamento tem como alvo a fase sintomática mais precoce da doença, chamada de comprometimento cognitivo leve devido ao Alzheimer”, explicou o professor Richard Isaacson.

Ele é diretor da Clínica de Prevenção de Alzheimer na Weill Cornell Medicine and NewYork-Presbyterian, em Nova York, que teve pacientes nos estudos clínicos originais com aducanumab. O professor ainda ressalta que o remédio não é indicado para as fases mais graves da doença, como nos casos dos pacientes que já não conseguem mais falar ou interagir com as pessoas.

Benefícios

A aprovação do novo remédio, que foi feita pela agência de medicamentos e alimentos dos Estados Unidos (FDA), não é definitiva. A agência determinou ao laboratório Biogen que continue realizando testes clínicos com o remédio para que não haja dúvidas sobre sua eficácia. Daí a recomendação para que a nova droga seja recebida com certa cautela.

Nos testes realizados até agora, os pacientes que receberam aducanumab tiveram benefícios significativos em medidas de cognição e função, como memória, orientação e linguagem.

As pessoas que receberam o novo remédio na fase de testes também experimentaram benefícios em atividades da vida diária, como lidar com as finanças pessoais, na realização de tarefas domésticas, como limpeza, compras e lavanderia. E até mesmo puderam viajar de forma independe.

Como funciona

O aducanumabe é um anticorpo monoclonal, tem como alvo uma proteína chamada amiloide, que se aglomera em placas no cérebro de pacientes com Alzheimer e é considerado um biomarcador da doença.

O paciente recebe uma injeção intravenosa por mês, para desacelerar o declínio cognitivo nos estágios iniciais da doença, com problemas leves de memória e raciocínio. Ele acata o processo da doença de Alzheimer, em vez de apenas tratar os sintomas dessa doença degenerativa, par a qual não existe cura.

Pelo menos por enquanto, o novo remédio não será acessível para a maioria das pessoas. Isso porque o seu custo será altíssimo. Embora seu preço para o consumidor não esteja definido, a estimativa é que ele possa custar entre 10 mil dólares (pouco mais de R$ 50 mil) e 50 mil dólares (R$ 250 mil).

Com informações do New York Times e CNN

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