• seg. out 18th, 2021

NOTÍCIAS QUE FAZEM BEM

Porque o bem merece cometários

Pesquisadores brasileiros criam curativo barato de açafrão de longa duração

Bydaianelealcosta

set 19, 2021

Os pesquisadores da Embrapa, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, desenvolveram um curativo cutâneo de açafrão, usando nanotecnologia.

O curativo multifuncional será usado para o tratamento de feridas e o elemento central é a curcumina, substância medicinal extraída do açafrão-da-terra.

A técnica avançada publicada na Science permite a liberação controlada do princípio ativo, para que o curativo faça seu trabalho por mais tempo.

Membrana

O pesquisador Paulo Augusto Marques Chagas foi quem desenvolveu o estudo sobre o curativo cutâneo para obtenção do título de doutor.

Ele esclareceu que a escolha dos polímeros utilizados no curativo foi feita de acordo com sua aplicação, propriedades mecânicas, térmicas e biológicas.

A equipe utilizou o látex extraído da seringueira devido às suas propriedades físicas, biocompatibilidade, ausência de toxicidade, indução da angiogênese e reparação tecidual.

Os pesquisadores não conseguiam antes utilizar a curcumina, conhecida por ser bacterida, antioxidante e anti-inflamatória, porque apresentava baixa solubilidade e fácil degradação na presença da luz.

Para vencer essas barreiras, os pesquisadores criaram um nanomaterial baseado em membranas poliméricas de duas camadas, compostas por fibras eletrofiadas de poliácido láctico e de borracha natural.

O resultado abre caminho para ampliar o uso de curativos multifuncionais e com liberação lenta dos compostos bioativos, para o tratamento de queimaduras ou úlceras, por exemplo.

Mais tempo

Em ensaios de laboratório, o curativo evitou a penetração de bactérias por dez dias e demonstrou forte ação contra a Staphylococcus aureus, bactéria geralmente presente em feridas cutâneas e associada a infecções de pele.

O curativo pode ser disponibilizado como mantas de nanofibras, em diversos formatos, apropriado à aplicação em ferimentos cutâneos.

Ao mesmo tempo em que protege as lesões de ações externas, como exposição à luz solar e contaminação, o curativo também diminui a infecção por bactérias.

Um pedido de patente já foi depositado no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

O próximo passo será firmar parcerias com indústrias interessadas em avançar no desenvolvimento do produto e realizar testes em escala para entrada no mercado.

Material com biotecnologia e nanotecnologia possibilita a liberação lenta do princípio ativo medicinal e poderá ser usado para tratar queimaduras, úlceras e outras afecções cutâneas. Foto: Embrapa
Material com biotecnologia e nanotecnologia possibilita a liberação lenta do princípio ativo medicinal e poderá ser usado para tratar queimaduras, úlceras e outras afecções cutâneas. Foto: Embrapa

Com informações da Embrapa e Diário da Saúde

Deixe uma resposta