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Líderes mundiais fazem pacto para salvar planeta Terra

Bydaianelealcosta

nov 2, 2021

Um novo pacto para tentar salvar o planeta foi anunciado durante a 26ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP26), que está sendo realizada em Glasgow, na Escócia. No documento, líderes de mais de 100 países se comprometem a parar e reverter o desmatamento e a degradação da terra até 2030.

Não se trata apenas de retórica. Para apoiar as inúmeras iniciativas desse pacto que vão tentar frear as agressões ao meio ambiente nos próximos anos, serão destinados cerca de US$ 12 bilhões, o equivalente a R$ 68 bilhões.

Os recursos serão bancados pela União Europeia e mais 11 países: Reino Unido, Noruega, Coreia do Sul, Holanda, Bélgica, Dinamarca, Japão, França, Estados Unidos, Canadá e Alemanha) de 2021 a 2025. A ideia é apoiar países em desenvolvimento em ações como a restauração de terras degradadas, combate a incêndios florestais e apoio às comunidades indígenas.

Mas além dos recursos dessas nações, a iniciativa privada também promete colaborar com mais US$ 7 bilhões, aproximadamente R$ 40 bilhões, para o sucesso do pacto. Desse montante, US$ 3 bilhões, aproximadamente R$ 17 bilhões, deverão ser destinados para a iniciativa Finanças Inovadoras para a Amazônia, Cerrado e Chaco (IFACC, na sigla em inglês). A ideia é promover a produção de soja e gado sem desmatamento na América Latina.

Durante a conferência, que vai até o próximo dia 12, é esperado que governos que representam 75% do comércio global de commodities essenciais que podem ameaçar as florestas (como óleo de palma, cacau e soja) também façam a sua parte.

Esses países, do qual faz parte o Brasil, um dos maiores produtores de soja do mundo, devem assinar uma nova Declaração de Florestas, Agricultura e Comércio de Commodities em que se comprometem com um conjunto de ações para oferecer comércio sustentável e reduzir a pressão sobre as florestas. Dentre as iniciativas, devem estar o apoio aos pequenos agricultores e melhoria da transparência das cadeias de abastecimento.

A líder brasileira Txai Suruí defende na COP 26 justiça social para comunidades indígenas. Foto – WWF

Das promessas à ação

Assinar pactos e documentos em eventos como este, entretanto, é a parte mais fácil. O desafio, para especialistas, é fazer cumprir aquilo que está sendo pactuado. “O verdadeiro desafio não está em fazer os anúncios, mas em entregar políticas e ações sinérgicas e interligadas que realmente reduzam o desmatamento globalmente. O monitoramento cuidadoso de cada iniciativa é essencial para o sucesso”, afirma Simon Lewis, professor de Ciência da Mudança Global da University College London.

Uma das representantes do Brasil na COP 26, a líder indígena Txai Suruí defende que é urgente assegurar agora um futuro com menos desmatamento. “Não é em 2030 ou 2050, é agora! Os povos indígenas estão na linha de frente da emergência climática e nós devemos estar no centro das decisões que acontecem aqui. Temos ideias para adiar o fim do mundo“, disse ela.

Segundo Txai, a defesa do planeta não pode estar dissociada de políticas de proteção aos povos indígenas. “Estou aqui para trazer a mensagem de que não existe justiça climática sem justiça social para os povos indígenas. E que continuaremos resistindo, independentemente dos resultados que saírem daqui”, assegurou.

A conferência

Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2021 , também conhecida como COP26 , é a 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas . Começou no último domingo, 31 de outubro, em Glasgow, Escócia, Reino Unido, e termina no próximo dia 12.

Esta é a primeira vez que os países participantes se comprometem com uma meta mais ambiciosa e favor do planeta. Originalmente prevista para ser realizado em novembro de 2020, o evento foi adiado por doze meses por conta da pandemia da Covid-19.

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